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Conhecem aqueles tipos que, ao fim de semana, se forem beber café a seguir ao almoço e se o café ficar a 100 metros de casa... levam o carro? E que reagem com um esgar à mera possibilidade de andar a pé nem que seja 200 metros? E que à proposta "vamos dar uma caminhada na praia?" respondem com um "eh pá, vai tu, que está um calor do caraças!" Conhecem? Eu também. Eu! Pronto, está dito!
Sim, há aqui alguma dose de exagero (os blogues têm de ter sempre um tom leve, vagamente confessional). Fora das minhas rotinas, em férias por exemplo, ando muito e sem me poupar. Prefiro cidades planas, claro, do que prémios da montanha. Mas, recordo-me bem, as últimas vezes que estive em Paris, em Roma, em Barcelona ou em Veneza, andei quilómetros. Sim, quilómetros. E ponham lá os dois dígitos na expressão.
Fora das férias, a minha tendência para o exercício físico é quase zero. Sou assim. Tentei várias vezes, acreditem. Só à minha conta, o Holmes Place já se riu várias vezes. Em dez ou 12 anos, já fui sócio do clube da Defensores de Chaves, da 5 de outubro, das Amoreiras e da Beloura, sempre com os respetivos períodos de fidelização. Se juntarmos o período todo que por lá andei não devemos conseguir contar três anos. É de clientes como eu que os ginásios gostam. Estão a ver aqueles tipos que comem uma fatia de picanha, outra de maminha e um bocadinho de feijão e vão a um rodízio? Ou os que comem apenas salada num "all you can eat"? Pronto, somos todos da mesma raça. Uns tontos que damos razão a quem pensou no negócio com custo fixo!
Mesmo em criança já era assim. Andava de bicicleta com amigos, jogava à bola na rua com amigos, mas na escola, ficava sempre à baliza. Primeiro, porque ninguém escolhia "o gordo" para sua equipa ("pronto, ok, pode vir o Mega!" - nunca um apelido foi tão bem aplicado a um corpo). Em segundo, porque na baliza corria-se menos. Ainda por cima, não era propriamente um Rui Patrício...
O exercício físico é fundamental no combate à Diabetes. Já não falo no combate à obesidade, porque isso eu tinha obrigação de saber. Experiência não me falta. Mas no combate à Diabetes é fundamental.
Diz a Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) que "a prática de exercício vai melhorar a sua (minha) condição cardiovascular geral". E acrescenta isto. Fica entre aspas e tudo, porque é muito importante. "Quando faz exercício está a estimular o seu pâncreas a produzir insulina e, por outro lado, como está a exercitar os músculos, eles precisam de energia. Deste modo, também está a aumentar a utilização de glicose pelos músculos impedindo que esta se acumule no sangue e aumente a sua glicemia". É fácil perceber, não é?
Há três meses, antes de ser um Tipo 2, quis ser um tipo mais saudável. E fiz o quê? Inscrevi-me num ginásio. Vá, riam-se! E fiz mais o quê? Arranjei um Personal Trainner. Pronto, podem parar de rebolar a rir? Esforcei-me e tenho conseguido ir regularmente. Houve ali um período de 15 dias em abril que não pus lá os pés, mas graças à persistência e infinita paciência do André Guardado, do Virgin Active SottoMayor, em Lisboa, tenho conseguido ir. O André diz que está orgulhoso de mim. Acho que é conversa de PT.
Desde 19 de junho, dia em que oficialmente a Diabetes e eu fomos apresentados, o exercício físico ganhou ainda mais importância na minha vida. O menino sem vontade de fazer nada mudou. Porque teve de mudar. Faço caminhadas de quilómetros (e gosto!), faço passadeira, faço máquinas (o que eu gosto de máquinas) e nado. Não sei se alguma vez vou ser como o Filipe e a Natália, um casal de amigos que se tornaram runners (é assim que se diz, não é?). Mas tenho traçado objetivos e sido metódico a cumpri-los. Já meti um na cabeça: a 19 de março de 2017 quero percorrer (a caminhar, calma!) a Ponte 25 de Abril durante a Meia Maratona de Lisboa. Claro que não vou fazer os 21 quilómetros, mas colocar agora em julho um objetivo a longo prazo é bom. Motiva. Vou fazer a Ponte a pé. Depois, paro onde tiver de parar. E livrem-se de não irem lá apoiar-me, com aplausos e cartazes!!!
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